outubro 08, 2007

Gratuitos & síndrome da boca ardente

Aqui na Espanha existe a cultura do jornal gratuito, ou simplesmente gratuito. Ficam disponíveis em vários pontos da cidade, nos mais diversos tipos de estabelecimento, ou mesmo na rua. Nao sei há quanto tempo surgiram, o que posso afirmar por agora é que sao bastante lidos, bem diagramados, têm bastante publicidade, locais e nacionais, e a mescla de notícias produzidas e advindas de agências se equipara à de muitos jornais brasileiros, guardadas as devidas proporçoes (os gratuitos têm cerca de vinte páginas, em formato tablóide).

Aqui em Santiago, vi circularem quatro: o Santiagosiete, o 20 Minutos, o ADN e o De Luns a Venres.

Além de poder treinar minha leitura em espanhol a zero euro, ainda encontro fonte de diversao (os anúncios de chica busca chico, chico busca chica, chica busca chica e chico busca chico) e inspiraçao para minhas histórias. Olha essa síndrome da qual nunca ouvi falar no Brasil (por favor, alguém me informe se existe algo semelhante aí), citada numa nota do De Luns a Venres, jornal escrito em galego:


A síndrome da boca ardente afecta ao 10% dos españóis


A síndrome da boca ardente afecta en maior parte a mulleres que a homes, adoita aparecer en idade posmenopáusica "xeralmente en persoas con algún tipo de conflito psicolóxico", segundo afirmou o presidente da Sociedad Española de Cirugía Oral y Maxilofacial, Santiago Llorente. A doenza afecta a un 10 por cento da poboación española.

A síndrome da boca ardente é unha enfermidade na que unha persoa experimenta dor en curso, de moderado a severro na lingua e/ou boca. Xeralmente, a dor é peor nas últimas horas da tarde e principio da noite e desaparece máis tarde pola noite.


O Correspondente Internacional Fernandes se encontra em Santiago de Compostela atualmente. Sem computador e internet facilmente disponíveis -- e talvez nunca mais com til --, suas crônicas sobre a vida espanhola, as espanholas, a espanhola, a vida, o universo e tudo mais vao demorar um pouco a serem publicadas.

outubro 07, 2007

outubro 06, 2007

F*da é transar na rede

Por Danilo Sacramento

Tirinhas

Clique na imagem para ampliar.










Nissan apresenta em Tóquio conceito com cabine giratória

A Nissan Motor Co. apresentou hoje no Japão o carro-conceito Pivo 2, que será a principal atração da montadora no Salão de Tóquio, que ocorre a partir de 27 de outubro. Movido a baterias compactas de íons de lítio, o conceito é a segunda geração do Pivo, apresentado no Salão de Tóquio de 2005.

O motivo de tanta polêmica é sua exclusiva cabine rotatória de 360º - que dispensa a marcha à ré – além das quatro rodas rotatórias de 90º que permite ao carro deslocar-se lateralmente. O conceito do veículo transmite a idéia de um carro urbano, ecologicamente correto e que entrega diversão, funcionalidade e uma relação única entre o carro e o motorista. Esse último item se deve principalmente a um mini robô bilíngüe que conversa com o motorista em japonês ou inglês e trata desde as funções básicas do veículo até a localização do estacionamento mais próximo.
O carro-conceito está na Nissan Ginza Gallery, em Tóquio, para exibição pública antes da abertura oficial do Salão – para o qual a Nissan reserva outras quatro grandes atrações, ainda não divulgadas.

Emprestado do iCarros

Links:

Mais informaçõe sobre o PIVO 2

Veja outros protótipos da Nissan - clique aqui

outubro 05, 2007

Para tudo tem jeito.



Lasse Gjertsen - Aprenda a tocar bateria

Quem disse que para fazer um som você precisa saber tocar?

Lasse Gjertsen, por exemplo, nunca tocou bateria na vida.
Mas com uma camêra e muita criatividade, ele dá um show...

Veja o vídeo abaixo

Rapidinha

Matchbox 20

Após cinco anos sem músicas inéditas, a banda Americana, Matchbox 20, retorna com nova coletânea.

"Exile to Mainstream" (Atlatntic Records), traz seis faixas inéditas, como o single "How Far We’ve Come” e outras onze músicas da carreira do grupo.

Clique aqui e veja o cd

Outros sucessos da banda:
Unwell
3 am
Real World


Visite o site oficial da banda - Matchbox 20

Matchbox Twenty - How Far We’ve Come

The Jazz Singer - 80 anos





da Efe, em Los Angeles

A chegada do som ao cinema, com a estréia, em 1927, de "The Jazz Singer" ("O Cantor de Jazz"), completa 80 anos e Hollywood prepara uma comemoração com todo o barulho possível.
Reprodução

Cartaz do filme "The Jazz Singer", de em 1927, com o ator Al Jolson


A sede da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Hollywood, vai exibir uma cópia restaurada do clássico. A Filmoteca de Los Angeles também programou uma projeção do filme original. Além disso, a edição em DVD acompanha o momento histórico.

"The Jazz Singer", com Al Jolson, foi o primeiro filme em que o som dos números musicais e dos diálogos foi sincronizado com a imagem.

A idéia inicial dos produtores era de um filme mudo, sobre a vida de um cantor judeu que se dedica ao jazz apesar da oposição de seu pai. As músicas seriam integradas à trama. Mas a presença de Jolson, considerado na época um dos maiores artistas do mundo, e com uma vida semelhante à história contada, mudou o conceito.

A versão restaurada de "The Jazz Singer" e os curtas-metragens serão postos à venda no dia 16 de outubro pelos estúdios Warner. O pacote para colecionadores terá três DVDs.

outubro 04, 2007

Casal mora em motel há 20 anos


Quer mais praticidade que isso? Casal mora há 20 anos em Motéis de Londres, Inglaterra, por não gostar de lavar pratos e cozinhar.

David Davidson, de 79 anos, e sua esposa Jean, de 70, tiveram a idéia de viver no paraíso da luxúria logo depois dos pombinhos se hospedarem num Motel de beira de estrada ao visitar um tio doente. A partir daí, o casal ficou viciado em motéis e nunca mais voltou para casa.

Desde 1997, eles moram no mesmo estabelecimento. O apartamento ocupados por eles será nomeado de “o quarto dos Davidsons" pelo proprietário. Este deve estar bem feliz com a "tara" do casal por motéis. Durante os 20 anos, já gastaram mais de 100 mil libras (aproximadamente R$ 390 mil) em hospedagens que custam o equivalente a R$ 59 por noite. "Nós conseguimos taxas baixas, pois reservamos com antecedência e temos até nosso próprio porteiro”.

O tio Davidson deve gastar fortunas em pílulas azuis. Isso que é não cair na rotina.

outubro 03, 2007

Funny Cats

Polícia faz 'plantão' para pegar ladrão de papel higiênico

Alvos são os banheiros públicos masculinos do gabinete de condado nos EUA.
Funcionário contou que furtos acontecem desde junho.

Ou ele é mesquinho demais para comprar seu próprio papel higiênico ou pretende pregar uma peça em alguém.

Um dos representantes do condado de Fond du Lac, Allen Buechel, contou que desde junho alguém vem roubando papel higiênico dos banheiros públicos masculinos no gabinete do governo do condado de Fond du Lac, em Wisconsin (EUA).

Buechel suspeita que a pessoa vá até o local uma ou duas vezes por semana por volta do meio-dia e pegue cerca de seis rolos por semana dos suportes. Alguns rolos são roubados até sem estar novos, contou ele.

Os roubos não representam um grande prejuízo. "Não compramos papel higiênico da melhor qualidade", contou Buechel.

Ele espera que o ladrão seja pego. "Alguém vai entrar no banheiro e flagrá-lo em ação e então nós vamos pegá-lo", declarou ele.

Os oficiais do gabinete estão atentos a atividades suspeitas.

O delegado do condado, capitão Dean Will, não retornou as ligações da redação para oferecer mais informações.

Fonte: G1

outubro 02, 2007

"Tropa de Elite" tem estréia antecipada novamente


"Por causa da rápida disseminação das cópias piratas em DVD, a estréia no cinema de "Tropa de Elite" em São Paulo e Rio de Janeiro foi adiantada para esta sexta-feira, dia 5. O filme deve estrear com 140 cópias nessas duas cidades. No interior dos dois Estados e no resto do país, a data de estréia foi mantida para o dia 12, o que deve elevar para 250 o número total de cópias."

Esse foi o segundo adiantamento da estréia. Inicialmente, o filme deveria estrear em novembro.

Já assisti o filme e tenho duas palavras para descrevê-lo: Muito Bom! Vi o filme de graça, piratex, com minha mãe ao meu lado chocada com o bombardeio de palavrões. O filme tem conteúdo, as imagens falam por si. A narrativa foi bem construída e não segue o sabatinado: início-meio-fim.

O filme é uma história de ficção adaptada do livro "Elite da Tropa", escrito por um sociólogo (Luiz Eduardo Soares) e por dois capitães da PM (André Batista e Rodrigo Pimentel, este um dos roteiristas do filme). O filme criou polêmica mesmo antes de ir parar nas telinhas do Multiplex e Cinemark. Não só pela história, que retrata a verdadeira face da Polícia Militar brasileira, como também por ter vazado na rede cerca de três meses antes da sua estréia nos cinemas.

O diretor José Padilha falou em recente entrevista que as cópias disponíveis na internet não estão completas e o final não seria aquele mostrado. Pura lolota, mas o lenga-lenga funcionou. Eu, assim como outras centenas de milhares de pessoas, com certeza irei ver o filme com as pequenas alterações que o diretor deve ter feito para diferenciar do filme disponível em download. Mesmo que não houvesse modificação nenhuma, eu iria ao cinema para assistir o filme na telona e ouvir: -"Na cara não, por favor!"

Prometi que iria emprestar "Tropa de Elite" ao crítico de cinema do Rezboa, o Sr. Boaventura, que certamente fará uma resenha "testosterônica" do começo ao fim.

Como eu sou uma mocinha fina e educada, não falarei mais do filme e deixarei que o Sr. Boaventura o faça quando estreiar nos cinemas. Para finalizar, só me resta falar com toda elegância do mundo: -O filme é bom pra caralho!

Mesóclise-a-trois

Por uma aluna não identificada da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE)

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir.

E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

outubro 01, 2007

Mulher atropela as próprias pernas nos EUA


Policiais americanos estão investigando como uma mulher conseguiu atropelar as duas pernas... dela! O fato aconteceu em uma loja da rede Mc Donald´s, em Phoenixville, na Pensilvânia (EUA), na última sexta-feira (28).

Uma mulher, de 53 anos e que não teve o nome revelado, foi socorrida na última sexta-feira (28) após ver a sua Blazer passar por ambas as pernas.

De acordo com uma testemunha, a mulher sofreu o acidente após fazer o pedido no drive-thru (serviço onde o cliente faz o pedido de dentro do carro), por volta das 13h55 (horário local).

Por alguma razão, as pernas delas foram atropeladas pelo veículo dela”, contou Pat Mark, da polícia local.

“Estamos investigando para saber como isto foi possível”, completou ele.

Quando foi socorrida, a mulher estava consciente e foi levada para um hospital de helicóptero.

Segundo a polícia, a distância do carro para o balcão do drive-thru é de aproximadamente 1,3 metro.

-Lerdeza pouca é bobagem!


Furtado do G1